GRID 2

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Pratick Callaham é um corredor das antigas e ele tem um sonho: fazer um campeonato mundial de automobilismo que mistura todos os tipos de corrida, da longa duração ao drift, das corridas de rua aos circuitos fechados. Você é o piloto que vai fazer esse sonho se realizar e fazer com que sua equipe cresça e se destaque entre os melhores do mundo.

Essa é a história de “Grid 2”, um jogo de corrida incrivelmente competente e divertido. Essa continuação chega 5 anos após o game original e, honestamente, não poderia ter chegado em melhor hora.

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  • Pontos Positivos

Incrivelmente bonito

E não é brincadeira. O subtítulo acima até parece inapropriado pois não consegue transmitir o quão belo é o jogo. Colocando “Grid 2” lado a lado com o original parece que temos uma geração de diferença.

As corridas são dinâmicas e incrivelmente fluídas, os cenários são incrivelmente detalhados e os carros possuem detalhes até mesmo onde você não imagina – tente capotar um para ver o detalhe da parte inferior dos carros.

Claro, ainda existem limites, principalmente nos consoles onde é possível sentir quedas de frame-rate em momentos conturbados da corrida, como batidas ou nas largadas. Mas isso é só um arranhão na lataria gráfica do jogo.

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Equilíbrio entre simulação e arcade

Os carros são ágeis e respondem a todos os comandos sem engasgar. Os controles são tão perfeitos que se tornam naturais para qualquer pessoa – e o jogo também é compatível com uma série de volantes.

Existem basicamente três categorias de carros, os que fazem derrapagem, os que são ‘grudados no chão’ e os equilibrados, que têm um pouco dos dois. É claro que os carros mais grudados são destinados para as corridas em pistas estreitas, mas é notório que os programadores gostam de ver carros derrapando e o drift é altamente recomendado durante a campanha solo.

Mas não adianta sair correndo e derrapando de qualquer jeito, pois o jogo exigem muita habilidade para fazer uma curva perfeita, sem perder a velocidade – seja derrapando, seja seguindo por uma tangência.

Existe um ponto negativo nesse balanço, que é bem bacana, mas pode acabar desapontando os fãs de simuladores, mas isso você acompanha mais adiante.

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Boa localização

Seguindo a onda dos jogos da Codemasters, “Grid 2” é um game bem localizado. O clima de ‘sessão da tarde’ impera e combina com a história do game. Porém o que mais surpreendeu foi a bela seleção de nomes de corredores que estão à disposição dos jogadores – nomes brasileiros mesmo como Ricardo, Miguel e Claudio. O mesmo vale para os apelidos: Cabeção, Jacaré e por aí vai.

Em meus testes era muito legal ouvir “Muito bem Rodrigo” ou “Você está forçando o carro, vai com calma Rodrigo” ou ainda “Rodrigo você pode passar o carro da frente sem problemas”. Pode parecer bobagem, mas é bem legal ouvir que estes detalhes realmente são divertidos.

O bom trabalho segue pelas legendas, textos e menus. Tudo muito bem traduzido e com revisão: coisas que deveriam ser a regra em todos os jogos localizados para o português.

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Modo carreira bacana

O modo de carreira de “Grid 2” é bacana e mostra como as diversas categorias do automobilismo podem ser misturadas. Lá você joga contra o tempo, faz corridas em circuitos de rua e fechados, tem a modalidade de drift, togue e mais uma penca de modalidades para você queimar o chão.

Conforme você vai avançando no jogo, mais pistas e carros vão sendo liberados e isso incentiva você continuar a campanha até o fim – mesmo que o game abuse um pouco na repetição de algumas provas.

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Modo online competente

O modo de carreira é instigante, porém, o modo online de “Grid 2” é muito mais legal. Aqui você é colocado contra alguns jogadores do mesmo nível que o seu, e esses níveis vão sendo acumulados conforme seu desempenho nas provas.

Diferente do modo de carreira, aqui você deve comprar carros para participar de provas, ou seja, no início vai correr com uns carros mais fracos. Caso você caia em um grupo com jogadores mais experientes e com carros mais potentes, você ganha a opção de pegar uns carros ‘emprestados’ para competir em pé de igualdade com seus rivais.

Após cada corrida você ganha dinheiro para comprar novos carros e decorar seu bólido da forma que achar melhor. Ou seja, insista pois as recompensas são substanciais.

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  • Pontos Negativos

Modo de campanha inflado

Correr pelo mundo divulgando como é o World Series of Racing é uma ideia bem legal e dá uma história para o jogo. Porém às vezes o modo de carreira é estendido de uma forma meio boba.

Por exemplo, você deve chegar na Europa e convencer dois grupos de corredores a ingressarem na WSR e para isso, seu piloto deve correr em competições locais. Até aí tudo bem, o problema é que após fazer todas essas corridas para angariar novos adeptos, a WSR vai repetir as provas e pistas que você acabou de fazer.

De duas uma: ou faltaram pistas para popular a WSR, ou o modo de carreira foi inflado de uma forma desnecessária. Correr pela mesma pista, na mesma modalidade, repetidamente não é tão legal assim. Não chega a estragar a experiência de jogo, mas pode fazer com que você saia do jogo e vá fazer outra coisa por um tempo, antes de terminar aquela porção do modo de história.

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Faltaram opções de ajustes

Quem é fã de simulação vai ficar um pouco desapontado com “Grid 2”, pois faltam opções de ajustes e de configurações dos carros. Você não mexe em nada, nem em coisas simples como o controle de tração.

Não era de se esperar um simulador tão completo como “Gran Turismo” ou “Forza”, porém esses detalhes simples, que deixam o carro do jeito que você pilota, poderiam ser implementados sem muito esforço por parte da Codemasters, afinal, esses tipos de configurações são até corriqueiros na franquia “F1” da empresa.

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  • Conclusão

Após 5 anos longe das corridas virtuais, a série “Grid” volta às pistas com os mesmos elementos que a colocou nos radares nesta geração: ação, câmera cinematográfica, flashback e muita velocidade. Claro que a história não seria diferente e esses mesmos elementos foram copiados e aprimorados por outros games de corrida.

“Grid 2” pode não ser tão revolucionário quanto o primeiro game, porém, é um jogo muito divertido, emocionante e empolgante. Ele derrapa em certos aspectos, como a inflação artificial do modo de carreira ou a falta de ajustes para os assistentes de corrida. Mesmo assim é um dos games mais bonitos que você já viu e vale a experiência de domar essa fera.

Publicado em junho 9, 2013, em Análises, Análises PC, Análises PS3, Análises Xbox 360, GRID 2, PC, PS3, XBOX 360 e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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