Crysis 3

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Ambientado 20 anos depois do último jogo, “Cysis 3” dá continuidade aos eventos da saga de ficção-científica da alemã Crytek. No controle do grandalhão Prophet, portador da última Nanosuit do planeta, o jogador vai enfrentar os agentes da Cell e a ameaça alienígena Ceph no Liberty Dome, verdadeira selva urbana que um dia foi Nova York, em uma batalha final pela sobrevivência da raça humana.

Sem relação com a trama, há várias modalidades multiplayer que garantem uma longa vida ao título. Das tensas partidas de “Hunted” até os frenéticos “Crash Site” e, claro, o tradicional “Team Deathmatch”, “Crysis 3” entrega um multiplayer sólido e competente.

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  • Pontos Positivos

Gráficos impressionantes

Você nunca viu um jogo com gráficos como os de “Crysis 3”. Os efeitos de luz, a vegetação, a água escorrendo na tela após um mergulho, cada detalhe do cenário é de encher os olhos. Mesmo nos consoles, que rodam algo próximo da configuração ‘média’ do PC, o game dá um show de efeitos visuais – uma façanha e tanto nesse final de geração.

Poucos vão rodar “Crysis 3” em sua configuração “ultra high” no PC, a mais alta possível, mas se você tem uma boa máquina em casa, vai impressionar os amigos com o poderio gráfico desse jogo. É um game que, ao lado de “Far Cry 3”, por exemplo, já dá aquele gostinho de ‘próxima geração’ ao jogador.

A sensação ao jogar este game é a mesma de quando o primeiro “Crysis” foi lançado em 2007. Após o bonito mas não tão impressionante “Crysis 2”, a Crytek conseguiu levar a franquia de volta ao pódio dos ‘melhores gráficos’ em um jogo eletrônico.

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Liberdade de Ação

Só beleza não põe mesa, já dizia o ditado. “Crysis 3” não é uma demonstração técnica, mas sim um ótimo jogo de tiro em um mundo ‘semi-aberto’. Você não vaga por uma ilha totalmente livre como no “Crysis” original – ou no recente “Far Cry 3”. Aqui, o jogador avança para áreas fechadas, mas bem grandes, dentro das quais tem liberdade para lidar com os inimigos da forma que preferir.

Com os poderes da Nanosuit, o traje super-tecnológico que é marca registrada da série, “Crysis 3” se adapta ao seu estilo de jogo: você pode aprimorar as características de resistência (que deixa o herói à prova de balas), furtividade (fique invisível como o Predador), força e velocidade da armadura com os pontos de ‘upgrade’ que encontra explorando o cenário. É possível criar várias combinações de características e trocar entre elas em um menu bem fácil de usar – o que estimula a experimentação.

No arsenal de Prophet, a grande novidade é o Predator Bow: um arco digno do Gavião Arqueiro dos Vingadores. Com várias flechas diferentes, o arco é a única arma que não desativa a invisibilidade da Nanosuit quando disparada. Você pode atirar flechas explosivas, eletrocutar inimigos ou simplesmente acabar com eles com ataques certeiros e silenciosos.

A comparação com “Far Cry 3” é válida, mas o arco de “Crysis 3” sai ganhando: é uma arma fácil de usar, precisa e que, junto com a Nanosuit, transmite a sensação de que você está no controle de um super-assassino futurista e o resto do jogo é seu campo de caça.

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Bom roteiro e atuação

O espetáculo visual de “Crysis 3” se justifica no desenrolar da aventura. A atuação dos personagens com quem Prophet se envolve, especialmente seu parceiro Psycho, é muito bem reproduzida na tela, com expressões de sarcasmo, raiva, alegria e tudo que se espera de seres humanos lidando com uma situação de crise absurda – e também com seus conflitos pessoais, que não são de forma alguma menores em importância para cada um deles.

O ator David Kennedy dá vida ao personagem Michael “Psycho” Sykes, um ex-agente da Cell que teve sua Nanosuit arrancada pela corporação. Em busca de vingança, Sykes liberta Prophet e lidera um grupo paramilitar na invasão ao Liberty Dome. Outros personagens, como Claire, crescem em importância ao longo da trama, rendendo ótimos momentos.

O game não possui dublagem em português – e seria difícil se equiparar ao ótimo trabalho de voz apresentado pelos atores originais – mas é uma pena que também descarte a opção de legendas em nosso idioma.

A trama de “Crysis 3” é curta e bem apresentada, concluindo a saga iniciada lá em 2007. Para quem chegou agora, o jogo traz um resumo da história, mas o ideal é jogar ao menos o título anterior, “Crysis 2”, antes de embarcar nessa aventura.

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Multiplayer competitivo

Para compensar a campanha curtinha, “Crysis 3” oferece um modo multiplayer bastante completo, com várias modalidades de jogo, bons mapas e um sistema de evolução e personalização que segue de perto a fórmula estabelecida por “Call of Duty” – mas com as devidas diferenças provocadas pela Nanosuit.

Os modos de jogo vão desde os tradicionais mata-mata em equipe e variações de rouba-bandeira e captura de objetivos até o tenso “Hunted”, em que um jogador está o tempo todo invisível graças à Nanosuit e os demais controlam agentes da Cell em sua cola. O papel de caça e caçador se alterna conforme os soldados abatidos mudam de time, deixando as coisas bastante empolgantes perto do final da partida.

Outras modalidades, como “Crash Site” – onde dois times lutam para dominar pontos estratégicos que surgem no mapa – rendem partidas frenéticas, principalmente pelo desenho dos mapas: são arenas pequenas, com vários andares, túneis secretos e pontos para emboscadas.

Você evolui seu personagem mais ou menos no mesmo ritmo de “Black Ops II”, ganhando um nível a cada 3 ou 4 partidas. Conforme progride, libera novas armas e aprimoramentos, diferentes daqueles da campanha solo. Pouco a pouco, o sistema de evolução permite moldar o personagem ao estilo do jogador.

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  • Pontos Negativos

Curta duração

A campanha de “Crysis 3” apresenta gráficos fantásticos, traz uma boa história muito bem apresentada e é gostosa de jogar. Porém, a diversão acaba rápido. Com 6 horas de jogo, em média, você já estará assistindo aos créditos subindo pela tela.

Dá para aumentar um pouco o tempo de jogo cumprindo todos os objetivos secundários que surgem durante a campanha, mas não muito. Outra opção é jogar novamente em dificuldades mais elevadas, mas nem todos têm paciência para isso. O que gostaríamos mesmo é de uma campanha um pouco maior.

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Veja mas não jogue

A liberdade de ação de “Crysis 3” é limitada pelo cenário, dividido em áreas fechadas com limites muito bem disfarçados pela paisagem. Isso não é um problema, dado o formato que a história é apresentada. Você está sempre avançando rumo ao objetivo final, não há tempo aqui para voltar e explorar novamente uma área que ficou para trás.

Porém, o jogo tem o péssimo hábito de tirar o controle das mãos do jogador em alguns dos seus melhores momentos. O mesmo problema acontece em “Call of Duty: Black Ops II”, mas aqui chega a ser ainda mais irritante, pois “Crysis 3” não é um jogo de tiro linear. Sequências de ação excelentes, apresentadas em primeira pessoa exatamente como se você estivesse jogando, são apenas isso: apresentadas.

Em uma certa passagem, Prophet voa por Nova York em uma nave alienígena, disparando contra inimigos e desviando de prédios em ruínas. Seria tão legal jogar isso… mas você só assiste. E, para piorar, um bom tempo depois rola uma fase em que você está na nave, mandando bala nos oponentes. Por que não fazer ambas as cenas jogáveis?

Outro exemplo: você invade uma base da Cell, explode tudo e foge em uma tirolesa, numa sequência de tirar o fôlego. Em “Far Cry 3”, o jogador faz isso. E é sensacional. Aqui, é lindo de se assistir, mas isso é tudo que você faz durante a cena, novamente, vendo tudo pelos olhos do personagem como se estivesse jogando… só que não.

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  • Conclusão

“Crysis 3” é uma demonstração bruta de poder gráfico e tecnologia, áreas que a produtora alemã Crytek domina como poucas no ramo. Não existe, atualmente, jogo com visual mais impressionante, principalmente no PC. Também é um ótimo jogo de tiro, principalmente ao explorar as capacidades da Nanosuit e do arco Predator Bow.

A aventura é curta, mas surpreende pela qualidade do roteiro e, principalmente, pela atuação caprichada dos personagens, especialmente Michael ‘Psycho’ Sykes, interpretado pelo ator David Kennedy. Se há algo que responde a clássica questão “gráficos importam?” é a capacidade de apresentar personagens convincentes e bem interpretados como em “Crysis 3”.

Por fim, o game oferece um envolvente modo multiplayer, com várias modalidades de jogo, sistema de evolução e personalização de equipamentos, perfeito para prender os fãs de um bom tiroteio online.

Publicado em março 1, 2013, em Análises, Análises PC, Análises PS3, Análises Xbox 360, Crysis 3. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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